segunda-feira, 17 de junho de 2013

ACUPUNTURA AURICULAR


A acupuntura auricular, assim como a acupuntura tradicional, permite que o corpo possa restaurar seu equilíbrio natural de energia melhorando o bem estar geral do paciente.
É muito utilizada como método de tratamento complementar na redução do estresse, ansiedade, controle da dor, regulação da pressão arterial, dentre muitas outras aplicações.

Regularmente aplicada com agulhas, por profissional capacitado, pode também ser efetuada com sementes, esferas de aço e outros materiais que causem estímulo em pontos específicos do pavilhão auricular.

Inicialmente desenvolvida pelo médico francês, dr. Paul Nogier, que a denominou Auriculoterapia, esta técnica se difundiu também para o oriente, onde encontrou na MedicinaTradicional Chinesa fundamentação e semelhança, fazendo com que vários pesquisadores passassem a estudá-la na busca de novos pontos e novas formas de aplicá-la. Estes pontos foram mapeados e hoje existem vários mapas deste microssistema, amplamente utilizados por terapeutas desta área.




A descoberta de Paul Nogier se deu quando, por volta de 1950, médicos da região de Sion, na França, começaram a receber pacientes com cauterizações no pavilhão auricular. Nogier e outros médicos notaram que estes pacientes apresentavam melhora significativa em dores da coluna, o que os intrigou e os levou a aprofundarem suas pesquisas sobre o assunto. Passaram então a utilizar o método em outros acometimentos de saúde com muito sucesso.

O tratamento

O tratamento com a Auriculoterapia pode ser realizado em consultório, com agulhas de acupuntura, que devem ser posicionadas nos pontos relacionados à parte do corpo a ser tratada. Assim como o tratamento com a Acupuntura tradicional, o estímulo deve ser mantido durante 20 minutos. Pode ser também utilizada a eletroacupuntura para um estímulo de maior intensidade.

Acupuntura auricular com agulhas (foto: internet)


Para pacientes menos resistentes à dor ou que tenham algum receio da utilização das agulhas tradicionais pode-se também utilizar a laserterapia, estimulando-se cada ponto por alguns segundos durante o tratamento em consultório. Pode-se também realizar o estímulo com sementes, esferas e outros (como já mencionado anteriormente), sendo que, neste caso, o paciente permanecerá com o veículo de estimulação após a consulta, sendo necessário pressionar a região de cada ponto de 4 a 6 vezes ao dia, durante período estipulado pelo terapeuta.

Auriculoterapia com sementes



Texto: Dra.Marcia Rodrigues - Fisioterapeuta Acupunturista



quarta-feira, 17 de abril de 2013

ACUPUNTURA E REIKI TÊM EXPLICAÇÃO CIENTÍFICA

Pesquisas recentes comprovam efeitos benéficos e até encontram explicações científicas para Acupuntura e Reiki. Estudos sobre o assunto, antes restritos às universidades orientais, ganharam espaço entre pesquisadores americanos, europeus e até brasileiros. Recentemente, a Organização Mundial de Saúde (OMS) criou uma denominação especial para esses métodos: são as terapias integrativas.
Um artigo explicando o mecanismo da acupuntura contra a dor foi publicado por pesquisadores da Universidade de Rochester na revista Nature Neuroscience em 30 de maio. Criada há quatro mil anos, a prática consiste na aplicação de agulhas em pontos do corpo. Pela explicação tradicional, ela ativa determinadas correntes energéticas para equilibrar a energia do organismo.
Cientificamente, as agulhas teriam efeitos no sistema nervoso central (cérebro e espinha dorsal). As células cerebrais são ativadas e liberam endorfina, um neurotransmissor responsável pela sensação de relaxamento e bem-estar. O estudo dos nova-iorquinos descobriu uma novidade: a terapia, que atinge tecidos mais profundos da pele, teria efeitos no sistema nervoso periférico. As agulhas estimulam também a liberação de outro neurotransmissor, a adenosina, com poder antiinflamatório e analgésico.

No experimento com camundongos com dores nas patas, cientistas aplicavam as agulhas no joelho do animal. Eles constataram que o nível de adenosina na pele da região era 24 vezes maior do que o normal e que houve uma redução do desconforto em dois terços.

A equipe tentou potencializar a eficácia da terapia, colocou um medicamento usado para tratar câncer nas agulhas. A droga aprimorou o tratamento: o nível de adenosina  e a duração dos efeitos no organismo dos animais praticamente triplicou e o tempo de duração dos efeitos no organismo dos ratos também triplicou. Mas este método não poderia ser feito em humanos porque o medicamento ainda não é usado clinicamente. “O próximo passo é testar a droga em pessoas, para aperfeiçoá-la ou para encontrar outras drogas com o mesmo efeito”, diz Maiken Nedergaard, coordenadora do estudo.
Reiki
Seus praticantes acreditam nos efeitos benéficos da energia das mãos do terapeuta colocadas sobre o corpo do paciente contra doenças. Para entender as alterações biológicas do reiki, o psicobiólogo Ricardo Monezi testou o tratamento em camundongos com câncer. “O animal não tem elaboração psicológica, fé, crenças e a empatia pelo tratador. A partir da experimentação com eles, procuramos isolar o efeito placebo”, diz. Para a sua pesquisa na USP, Monezi escolheu o reiki entre todas as práticas de imposição de mãos por tratar-se da única sem conotação religiosa.
No experimento, a equipe de pesquisadores dividiu 60 camundongos com tumores em três grupos. O grupo controle não recebeu nenhum tipo de tratamento; o grupo “controle-luva” recebeu imposição com um par de luvas preso a cabos de madeira; e o grupo “impostação” teve o tratamento tradicional sempre pelas mãos da mesma pessoa.

Imposição de mãos nos grupos "Controle-Luva" e "Impostação", respectivamente (imagens retiradas do mestrado de Monezi)
Os animais foram avaliados quanto a sua resposta imunológica, ou seja, a capacidade do organismo de destruir tumores. Os resultados mostraram que, nos animais do grupo “impostação”, os glóbulos brancos e células imunológicas tinham dobrado sua capacidade de reconhecer e destruir as células cancerígenas.
“Não sabemos ainda distinguir se a energia que o reiki trabalha é magnética, elétrica ou eletromagnética. Os artigos descrevem- na como ‘energia sutil’, de natureza não esclarecida pela física atual”, diz Monezi. Segundo ele, essa energia produz ondas físicas, que liberam alguns hormônios capazes de ativar as células de defesa do corpo. A conclusão do estudo foi que, como não houve diferenças significativas nos os grupos que não receberam o reiki, as alterações fisiológicas do grupo que passou pelo tratamento não são decorrentes de efeito placebo.

A equipe de Monezi começou agora a analisar os efeitos do reiki em seres humanos. O estudo ainda não está completo, mas o psicobiólogo adianta que o primeiro grupo de 16 pessoas, apresenta resultados positivos. “Os resultados sugerem uma melhoria, por exemplo, na qualidade de vida e diminuição de sintomas de ansiedade e depressão”. O trabalho faz parte de sua tese de doutorado pela Universidade Federal do Estado de São Paulo (Unifesp).

E esses não são os únicos trabalhos desenvolvidos com as terapias complementares no Brasil. A psicobióloga Elisa Harumi, avalia o efeito do reiki em pacientes que passaram por quimioterapia; a doutora em acupuntura Flávia Freire constatou melhora de até 60% em pacientes com apnéia do sono tratados com as agulhas, ambas pela Unifesp. A quantidade pesquisas recentes sobre o assunto mostra que a ciência está cada vez mais interessada no mecanismo e efeitos das terapias alternativas.
(fonte: http://revistagalileu.globo.com/Revista/Common/0,,EMI152042-17770,00-ACUPUNTURA+E+REIKI+AGORA+TEM+EXPLICACAO+CIENTIFICA.html)

domingo, 10 de fevereiro de 2013

A MEDICINA DÁ O BRAÇO A TORCER


A Revista Galileu deste mês (edição 259 de Fevereiro /2013) destaca a inclusão cada vez mais frequente das terapias ditas "alternativas" no conjunto de tratamentos viáveis para diversas doenças, sendo, inclusive, disponibilizadas em diversos hospitais públicos brasileiros.

Terapias como Acupuntura, Musicoterapia, Meditação, Homeopatia, entre outras são destaque na reportagem que embora utilize incorretamente o termo "alternativa" (não podem ser consideradas assim, visto que são, em muitos casos, complementares e não substitutas a tratamentos convencionais e outros esforços para a promoção da saúde), demonstra claramente o crescimento e aceitação destas terapias, diante dos inúmeros exemplos de sucesso que vem já há muito tempo fazendo parte da rotina de vários consultórios dentro e fora do país.





quinta-feira, 20 de setembro de 2012

ACUPUNTURA É EFICAZ NO TRATAMENTO DE ALGUMAS DORES CRÔNICAS, CONFIRMA PESQUISA

Análise de estudos com quase 18.000 pacientes mostrou que a técnica chinesa é capaz de diminuir as dores em casos de lombalgia, cefaleia e osteoartrite.

Acupuntura: estudo reforça evidências a favor da técnica milenar chinesa (Thinkstock/VEJA)


A acupuntura acaba de ganhar um importante reforço para sua credibilidade. Uma análise de 29 estudos clínicos mostrou que a acupuntura é melhor que o uso de placebo para o tratamento de alguns tipos de dor crônica, como a lombalgia e a cefaleia.

Publicado nesta segunda-feira noArchives of Internal Medicine, periódico da Associação Médica Americana, o estudo reforça as recentes evidências que apontam para a eficácia da acupuntura. Até hoje, a técnica de introduzir agulhas em pontos específicos sob a pele, criada há pelo menos 2.500 anos pelos chineses, foi posta em dúvida porque, em muitos estudos, apresentava resultados não suficientemente melhores que o tratamento placebo.
Na análise coordenada por Andrew Vickers, pesquisador do Sloan-Kettering Cancer Center, em Nova York, foram utilizadas informações de estudos clínicos feitos com um total de 17.992 pacientes dos Estados Unidos, Grã-Bretanha, Alemanha, Espanha e Suécia. A acupuntura se mostrou superior no tratamento da dor crônica tanto em relação ao grupo que não recebeu nenhuma terapia quanto ao que recebeu acupuntura simulada (na qual agulhas são introduzidas na pele, mas fora dos pontos específicos). Além da acupuntura simulada, também foram usadas nos estudos analisados agulhas retráteis (que pressionam, mas não ultrapassam a pele dos pacientes), acupuntura a laser e nenhum tratamento.
Segundo os autores da pesquisa, os pacientes que receberam acupuntura apresentaram menor dor nos casos crônicos de lombalgia, osteoartrite e cefaleia que os pacientes tratados com acupuntura simulada (os pacientes dão 'notas' para o grau de dor que estão sentindo, sendo zero o menor índice de dor e 10 a pior dor possível). A redução foi ainda maior em comparação com pacientes que receberam outros tratamentos placebos.
"Os dados resultantes dessa análise de outros estudos com quase 18.000 pacientes em testes clínicos de alta qualidade fornecem as mais robustas evidências até hoje de que a acupuntura é uma boa opção para pacientes com dor crônica”, afirmaram os autores do estudo.
"Estudo reafirma o que observávamos nos consultórios"
Andre Wan Wen Tsai
médico ortopedista e acupunturista do Centro de Acupuntura do Instituto de Ortopedia e Traumatologia do HC FMUSP e diretor de Relações Institucionais do Colégio Médico de Acupuntura do Estado de São Paulo.

"O grande problema da acupuntura é que muitos estudos mostravam que seu uso fazia a dor diminuir, mas também havia redução no grupo placebo. Este artigo mostra que existe uma boa diferença entre acupuntura e placebo e reafirma o que já observávamos na prática clínica.

"Entretanto não é para toda dor crônica. A acupuntura tem maior efetividade nos casos crônicos de lombalgia, dor cervical, osteoartrite e cefaleia. 
"É bom lembrar que, em medicina, usamos mais uma terapia ao mesmo tempo. Isso significa que a acupuntura pode ter um efeito superior se combinada a outros tratamentos contra a dor crônica. Isso é bem nítido na prática clínica."
(fonte: http://veja.abril.com.br/noticia/saude/acupuntura-e-eficaz-no-tratamento-de-algumas-dores-cronicas-confirma-pesquisa)

terça-feira, 18 de setembro de 2012

REIKI - INCOR DE SÃO PAULO UTILIZA COM SUCESSO A TERAPIA COMO AUXILIAR NO TRATAMENTO DE SEUS PACIENTES

COMO FUNCIONA A TERAPIA DE IMPOSIÇÃO DAS MÃOS

Novas pesquisas demonstram que a técnica criada pelo monge budista Mikao Usui em 1922 pode auxiliar no tratamento de diversas doenças físicas e psicológicas com muito sucesso. 

No INCOR - Instituto do Coração em São Paulo, uma equipe de cardiologistas resolveu investigar a eficácia do tratamento e obteve resultados surpreendentes.

Veja a seguir parte do programa Globo Repórter, veiculado em 12 de setembro de 2012 sobre o assunto.



(vídeo completo em: http://globotv.globo.com/rede-globo/globo-reporter/v/entenda-como-funciona-a-terapia-pela-imposicao-das-maos/2140727/ - direitos reservados à Rede Globo de Televisão)

quarta-feira, 21 de março de 2012

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

ACUPUNTURA - AGULHAS PODEM AJUDAR

Técnica tem respaldo científico e eficácia comprovada para o tratamento complementar de males como dores de coluna e até hipertensão



Apesar de ter sido desenvolvida na China há mais de 4 mil anos, a história da acupuntura no Brasil ainda é relativamente recente.
Foram apenas nas décadas passadas que estudos comprovando cientificamente a sua eficácia minaram a desconfiança dos ocidentais, caindo no gosto deles.
Hoje a acupuntura é usada cada vez mais como um tratamento complementar para uma vasta gama de condições.
Elas incluem desde dores musculares e do esqueleto, como artrite e tendinite, até inúmeros problemas psicológicos, imunológicos e digestivos, entre muitos outros.


Cuidado com quem promete cura para doenças graves
No entanto, ainda é preciso cautela para não cair em mãos erradas. No caso, mãos de charlatões que prometem a cura para doenças graves, como câncer e Aids. Procure um profissional sério, pois a acupuntura não funciona para esses casos.
O que já se sabe, de fato, é que, ao serem colocadas sobre os 12 principais canais do corpo, chamados de meridianos, as pequenas agulhas estimulam a liberação de importantes neurotransmissores, como serotonina e dopamina, responsáveis por regular sensações como dor, humor e ansiedade.
E isso é responsável por, além de amenizar as condições tratadas, proporcionar uma grande sensação de relaxamento aos que se submetem às sessões, normalmente semanais, com as agulhinhas.

Tratamento sem contraindicações, efeitos colaterais ou dor
A acupuntura caracteriza-se ainda por ser uma técnica praticamente desprovida de contraindicações ou reações adversas. Uma boa notícia, para os ressabiados, é que, embora as pequenas agulhas entrem de 6 a 7 mm na pele, é pouco comum sentir algum desconforto.
Portanto, caso você tenha interesse, procure um tratamento com acupuntura, que já faz parte, inclusive, do Sistema Único de Saúde (SUS), estando disponível em hospitais públicos de todo o país.

(Fonte: Revista Proteste - edição de ago/2011)